quinta-feira, 29 de outubro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Nossa hipocrisia é um momento frustrante para os amigos, porque eles sabem que aquele sermão da montanha é a maior balela.
A gripe A virou mais que uma pandemia, virou uma histeria. E eu fui na onda da imprensa até fazer uma pesquisinha. Essa porcaria mata menos que gripe comum. Existem mais de 200 variações do vírus da gripe. Queria eu ter uma fábrica de álcool gel ou de máscaras cirúrgicas.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
terça-feira, 8 de setembro de 2009
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
terça-feira, 28 de julho de 2009
A gente cria nosso próprio inferno, sempre com uma janelinha dando pro céu. Depois bate a porta com a chave do lado de fora.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
quarta-feira, 15 de julho de 2009
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Europa Brasileira...
Cesta básica ficou mais barata na maioria das capitais no semestre, conforme Dieese.
Cesta mais cara segue sendo a encontrada em Porto Alegre - R$ 253,66.
Cesta mais cara segue sendo a encontrada em Porto Alegre - R$ 253,66.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Foda-se
Apesar da gripe A e de aviões caindo por aí como laranjas maduras do pé, sim, eu vou assim mesmo pra Europa. As estatísticas ainda estão a meu favor. Vou levar minha amada mulher pra conhecer Paris, encher o rabo de champagne em plena luz do dia usando uma camiseta branca com listras pretas, ficar em um hotel com vista pra torre Eiffel e transar falando francês com um lencinho vermelho no pescoço. Foda-se.
E se nós não voltarmos, se aquela merda de avião cair ou se eu morrer de pneumonia em um hospital europeu, peço aos amigos e família que entendam que as estatísticas, apesar de mostrarem poucas chances, nunca mostram chance zero, e que a vida é assim mesmo. "Pra morrer basta estar vivo", como dizia meu pai. Pelo menos morremos em grande estilo, e não atropelados pelo T2 a caminho do trabalho. Isso sim é que seria uma morte trágica.
E se nós não voltarmos, se aquela merda de avião cair ou se eu morrer de pneumonia em um hospital europeu, peço aos amigos e família que entendam que as estatísticas, apesar de mostrarem poucas chances, nunca mostram chance zero, e que a vida é assim mesmo. "Pra morrer basta estar vivo", como dizia meu pai. Pelo menos morremos em grande estilo, e não atropelados pelo T2 a caminho do trabalho. Isso sim é que seria uma morte trágica.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Tragédia? Qual delas?
Quarenta e duas mil pessoas morrem por ano em acidentes de trânsito no Brasil. São 3.500 pessoas por mês, 115 pessoas por dia, quase 5 pessoas por hora.
Um Airubs carrega 490 pessoas. Se cai, mata uma quantidade de pessoas equivalente às mortes em 4 dias nas estradas brasileiras.
Desde 1942, 121.000 pessoas* perderam a vida em aviões comerciais no mundo todo, o equivalente a três anos de acidentes nas estradas brasileiras. Vou deixar mais claro: 57 = 3, ou seja:
57 anos de acidentes na aviação mundial = 3 anos de acidentes em rodovias brasileiras
* agora sim, a informação é 100% confiável.
Um Airubs carrega 490 pessoas. Se cai, mata uma quantidade de pessoas equivalente às mortes em 4 dias nas estradas brasileiras.
Desde 1942, 121.000 pessoas* perderam a vida em aviões comerciais no mundo todo, o equivalente a três anos de acidentes nas estradas brasileiras. Vou deixar mais claro: 57 = 3, ou seja:
57 anos de acidentes na aviação mundial = 3 anos de acidentes em rodovias brasileiras
* agora sim, a informação é 100% confiável.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Porrada na estupidez!
Já que eu não sou lá essas coisas como redator, estou "roubando" esse texto de um iluminado.
A verdadeira causa do desastre do vôo 447
Marcelo Carneiro da Cunha
De São Paulo
Estimados milhares de leituras dessa coluna, aqui venho para em alto e bom declarar a todos que foi revelada a causa da tragédia com o vôo 447 da Air France. 15. Isso mesmo. Um simples e falsamente inocente número. 15.
Quem nos dá o privilégio dessa informação é o numerólogo Chris Allmeida, que circulou uma nota na imprensa nessa terça-feira, intitulada o Vôo 447 pela ótica da Numerologia.
Em síntese, vejam aqui o que diz o nosso bravo numerólogo:
Vôo 447 = 4 + 4 + 7 = 15Na numerologia, 15 é o número do Diabo. Este número carrega consigo uma carga muito forte de energias negativas, agressividade, medo, desvio de caminhos, etc.
Indo além, ele adiciona mais bruxaria ao que já ia tão mal:
Na numerologia caldéia e cabalística, temos:A=1, I=1, R=2 = 1 + 1 + 2 =4B=2, U=6, s=3 = 2 + 6 + 3 = 11AIR + BUS = 4 + 11 = também temos o 15
Como, como, COMO as autoridades aeronáuticas não se deram conta disso? O simples fato de o vôo 447, voado com um Airbus, fazer isso diariamente, saindo do Rio e chegando a Paris com razoável pontualidade e integridade física ao longo de anos fez com que todos, lamentavelmente, relaxassem, deixando de atentar para a incrível coincidências de números 15 por todos as lados.
Quanta incompetência, meu Deus! Como ainda não temos um Ministério da Numerologia para analisar TODOS os eventos cotidianos de todos nós, para prever desastres, impedir maldades, justificar a nossa ausência em reuniões de trabalho! ¿Sinto muito, caro cliente, mas encontro justamente às 15 horas, nem pensar!!!¿
COMO ninguém se deu conta dessa fatalidade? Como é que ainda temos as 15 horas, todas as tardes? Por que ninguém removeu o dia 15 de cada mês, garantia de perigo e insegurança para todos nós, pobres mortais que seguimos a vida na ignorância de tudo que nos diz a sagrada ciência da Numerologia? Obrigado, Cchrriss Allmmeidda. Você ajudou a salvar milhares de vidas. Pena que seu aviso tenha chegado tarde, especialmente para os pobres passageiros do vôo 477.
Aliás, por que mesmo você não avisou todos antes de embarcar? Aliás, por que não avisou a Air France para cancelar esse vôo desde sempre? Você não é O cara? Numerologia não é A ciência? Ou será que era melhor aguardar o desastre e a terrível perda de vidas, para então o mundo finalmente escutar a sua mensagem?
Pois eu tenho uma mensagem para você.
A sua mensagem é uma fraude. Numerologia é uma fraude. Você, nem sei qual era o seu nome original, portanto, prefiro não afirmar nada a seu respeito, a não ser que você fez uma coisa muito feia, de péssimo mau gosto, de lamentável insensibilidade. Ao se proclamar numerólogo, para mim, você era apenas um tolo. Ao emitir essa nota logo após ao acidente, você se mostrou um péssimo e insensível ser humano, aproveitando esse momento tão impossivelmente trágico para promover o seu consultório de nenhuma-ajuda. E acho que eu não fui o único a achar isso. Você sabia que sua assessoria de imprensa se desculpou pela sua nota, ontem mesmo?
Eu, aqui na minha luxuosa laje em Pinheiros, nesse verdadeiro templo dedicado à Razão, balanço a cabeça desanimado com essa triste obsessão humana, com essa insistência em atribuir à magia tudo que não está exatamente no manual do nosso cotidiano. Numerologia, astrologia, homeopatia, cristalografia, neurolinguistica, cabala, esqueci alguma dessas besteiras?
Você, que me lê, acredita em alguma dessas formas de metafísica para parvos, como disse o Lima Barreto, muito, muito antes de mim? Você acredita em Atlântida, em florais de Bach, na energia misteriosa das pirâmides? Você curte uma boa macumba, vai ao pai de santo, consulta a astróloga que sua amiga disse que é o máximo e lhe disse que sua vida vai enfrentar alguns desatinos e que uma viagem, uma doença na família e um garboso príncipe a aguardam, desde que você saiba evitar o maldito 15 e suas muitas subdivisões?
Você também opta por viver a vida de mágica em mágica, de credulidade em credulidade, pulando de uma a outra enquanto sua vida segue e alguém sério inventa uma nova vacina para algo que mataria você se você insistisse com o homeopata de plantão?
Eu gostaria que todos aproveitassem para fazer o contrário que o tal Chris propõe. Eu gostaria que todos lessem, ou espiassem ao menos, livros como ¿O mundo assolado pelos demônios¿, do Carl Sagan, que pede aos homens e mulheres que parem de seguir essas tolices e se voltem para a beleza da ciência. Que todos leiam o lindo ¿Uma breve história de quase tudo¿, do Bill Brysson, que nos chama para nos encantarmos com a mágica do que realmente existe e nos cerca, em vez de perdermos tempo com bobagens repetidas ao longo de milênios, e que não nos ajudaram a avançar um milímetro.
Vocês precisam pensar que, há apenas 100 anos, pouco mais, uma mulher em três morria no parto. Que a vida média era 37 anos, na Europa. Que quase todo mundo morria de choque, uma simples apendicite era mortal. Tuberculose também era. Lembram da varíola, poliomielite? Se morria de tudo, rezando pra qualquer coisa, numerando e astrologando ou não, nada fazia a menor diferença.
Isso somente mudou quando começamos a pensar pra valer e paramos de atribuir tudo os deuses ou aos duendes. Criamos remédios que funcionam independentemente do que eu pense sobre eles, criamos vacinas, inventamos a anestesia. Nada disso foi invenção de tarólogo, posso assegurar a vocês. Inventamos a vida moderna e nela vivemos, mas infelizmente a bruxaria veio junto. Precisamos nos livrar dela, pensando no que realmente acontece.
E o que realmente derrubou o vôo 477 foi o fato de que ele era um avião, que aviões infelizmente caem, sempre irão cair, uns poucos, enquanto a vasta maioria, numa celebração da inteligência humana, chegam aos seus destinos, depois de terem decolado, subido até 10 km de altura e -50 graus, viajado a mais de 800 km por hora, deixando-nos sãos e salvos, apenas mal-alimentados, para podermos trabalhar, conhecer lugares que jamais conheceríamos, encontrar pessoas amadas, viver a vida em sua plenitude.
Isso, contém riscos que numerologia nenhuma explica ou evita, porque, como qualquer tolice, ela fica infinitamente aquém da vida.
Raios caem sobre a gente, automóveis infelizmente colidem com caminhões, navios afundam, e todas as criações contém erros ou riscos, e assim é a vida, complexa demais para ser descrita ou controlada. Vivemos graças a essas maravilhosas coisas que criamos, e devemos aceitar a idéia de que, vez por vez, algo saia errado, ao mesmo tempo em que lutamos e usamos nossa inteligência para que cada vez menos coisas saiam errado.
Vamos chorar os passageiros do vôo que terminou tão tristemente, vamos aprender e melhorar os aviões, mais do que simplesmente duplicar as consoantes nos nomes deles.
Vamos, porque ir é a nossa natureza. Vamos em frente, mostrar do que somos capazes. Vamos, porque sim.
Marcelo Carneiro da Cunha é escritor e jornalista. Escreveu o argumento do curta-metragem "O Branco", premiado em Berlim e outros importantes festivais. Entre outros, publicou o livro de contos "Simples" e o romance "O Nosso Juiz", pela editora Record. Acaba de escrever o romance "Depois do Sexo", que foi publicado em junho pela Record. Dois longas-metragens estão sendo produzidos a partir de seus romances "Insônia" e "Antes que o Mundo Acabe". Fale com Marcelo Carneiro da Cunha: marceloccunha@terra.com.br
A verdadeira causa do desastre do vôo 447
Marcelo Carneiro da Cunha
De São Paulo
Estimados milhares de leituras dessa coluna, aqui venho para em alto e bom declarar a todos que foi revelada a causa da tragédia com o vôo 447 da Air France. 15. Isso mesmo. Um simples e falsamente inocente número. 15.
Quem nos dá o privilégio dessa informação é o numerólogo Chris Allmeida, que circulou uma nota na imprensa nessa terça-feira, intitulada o Vôo 447 pela ótica da Numerologia.
Em síntese, vejam aqui o que diz o nosso bravo numerólogo:
Vôo 447 = 4 + 4 + 7 = 15Na numerologia, 15 é o número do Diabo. Este número carrega consigo uma carga muito forte de energias negativas, agressividade, medo, desvio de caminhos, etc.
Indo além, ele adiciona mais bruxaria ao que já ia tão mal:
Na numerologia caldéia e cabalística, temos:A=1, I=1, R=2 = 1 + 1 + 2 =4B=2, U=6, s=3 = 2 + 6 + 3 = 11AIR + BUS = 4 + 11 = também temos o 15
Como, como, COMO as autoridades aeronáuticas não se deram conta disso? O simples fato de o vôo 447, voado com um Airbus, fazer isso diariamente, saindo do Rio e chegando a Paris com razoável pontualidade e integridade física ao longo de anos fez com que todos, lamentavelmente, relaxassem, deixando de atentar para a incrível coincidências de números 15 por todos as lados.
Quanta incompetência, meu Deus! Como ainda não temos um Ministério da Numerologia para analisar TODOS os eventos cotidianos de todos nós, para prever desastres, impedir maldades, justificar a nossa ausência em reuniões de trabalho! ¿Sinto muito, caro cliente, mas encontro justamente às 15 horas, nem pensar!!!¿
COMO ninguém se deu conta dessa fatalidade? Como é que ainda temos as 15 horas, todas as tardes? Por que ninguém removeu o dia 15 de cada mês, garantia de perigo e insegurança para todos nós, pobres mortais que seguimos a vida na ignorância de tudo que nos diz a sagrada ciência da Numerologia? Obrigado, Cchrriss Allmmeidda. Você ajudou a salvar milhares de vidas. Pena que seu aviso tenha chegado tarde, especialmente para os pobres passageiros do vôo 477.
Aliás, por que mesmo você não avisou todos antes de embarcar? Aliás, por que não avisou a Air France para cancelar esse vôo desde sempre? Você não é O cara? Numerologia não é A ciência? Ou será que era melhor aguardar o desastre e a terrível perda de vidas, para então o mundo finalmente escutar a sua mensagem?
Pois eu tenho uma mensagem para você.
A sua mensagem é uma fraude. Numerologia é uma fraude. Você, nem sei qual era o seu nome original, portanto, prefiro não afirmar nada a seu respeito, a não ser que você fez uma coisa muito feia, de péssimo mau gosto, de lamentável insensibilidade. Ao se proclamar numerólogo, para mim, você era apenas um tolo. Ao emitir essa nota logo após ao acidente, você se mostrou um péssimo e insensível ser humano, aproveitando esse momento tão impossivelmente trágico para promover o seu consultório de nenhuma-ajuda. E acho que eu não fui o único a achar isso. Você sabia que sua assessoria de imprensa se desculpou pela sua nota, ontem mesmo?
Eu, aqui na minha luxuosa laje em Pinheiros, nesse verdadeiro templo dedicado à Razão, balanço a cabeça desanimado com essa triste obsessão humana, com essa insistência em atribuir à magia tudo que não está exatamente no manual do nosso cotidiano. Numerologia, astrologia, homeopatia, cristalografia, neurolinguistica, cabala, esqueci alguma dessas besteiras?
Você, que me lê, acredita em alguma dessas formas de metafísica para parvos, como disse o Lima Barreto, muito, muito antes de mim? Você acredita em Atlântida, em florais de Bach, na energia misteriosa das pirâmides? Você curte uma boa macumba, vai ao pai de santo, consulta a astróloga que sua amiga disse que é o máximo e lhe disse que sua vida vai enfrentar alguns desatinos e que uma viagem, uma doença na família e um garboso príncipe a aguardam, desde que você saiba evitar o maldito 15 e suas muitas subdivisões?
Você também opta por viver a vida de mágica em mágica, de credulidade em credulidade, pulando de uma a outra enquanto sua vida segue e alguém sério inventa uma nova vacina para algo que mataria você se você insistisse com o homeopata de plantão?
Eu gostaria que todos aproveitassem para fazer o contrário que o tal Chris propõe. Eu gostaria que todos lessem, ou espiassem ao menos, livros como ¿O mundo assolado pelos demônios¿, do Carl Sagan, que pede aos homens e mulheres que parem de seguir essas tolices e se voltem para a beleza da ciência. Que todos leiam o lindo ¿Uma breve história de quase tudo¿, do Bill Brysson, que nos chama para nos encantarmos com a mágica do que realmente existe e nos cerca, em vez de perdermos tempo com bobagens repetidas ao longo de milênios, e que não nos ajudaram a avançar um milímetro.
Vocês precisam pensar que, há apenas 100 anos, pouco mais, uma mulher em três morria no parto. Que a vida média era 37 anos, na Europa. Que quase todo mundo morria de choque, uma simples apendicite era mortal. Tuberculose também era. Lembram da varíola, poliomielite? Se morria de tudo, rezando pra qualquer coisa, numerando e astrologando ou não, nada fazia a menor diferença.
Isso somente mudou quando começamos a pensar pra valer e paramos de atribuir tudo os deuses ou aos duendes. Criamos remédios que funcionam independentemente do que eu pense sobre eles, criamos vacinas, inventamos a anestesia. Nada disso foi invenção de tarólogo, posso assegurar a vocês. Inventamos a vida moderna e nela vivemos, mas infelizmente a bruxaria veio junto. Precisamos nos livrar dela, pensando no que realmente acontece.
E o que realmente derrubou o vôo 477 foi o fato de que ele era um avião, que aviões infelizmente caem, sempre irão cair, uns poucos, enquanto a vasta maioria, numa celebração da inteligência humana, chegam aos seus destinos, depois de terem decolado, subido até 10 km de altura e -50 graus, viajado a mais de 800 km por hora, deixando-nos sãos e salvos, apenas mal-alimentados, para podermos trabalhar, conhecer lugares que jamais conheceríamos, encontrar pessoas amadas, viver a vida em sua plenitude.
Isso, contém riscos que numerologia nenhuma explica ou evita, porque, como qualquer tolice, ela fica infinitamente aquém da vida.
Raios caem sobre a gente, automóveis infelizmente colidem com caminhões, navios afundam, e todas as criações contém erros ou riscos, e assim é a vida, complexa demais para ser descrita ou controlada. Vivemos graças a essas maravilhosas coisas que criamos, e devemos aceitar a idéia de que, vez por vez, algo saia errado, ao mesmo tempo em que lutamos e usamos nossa inteligência para que cada vez menos coisas saiam errado.
Vamos chorar os passageiros do vôo que terminou tão tristemente, vamos aprender e melhorar os aviões, mais do que simplesmente duplicar as consoantes nos nomes deles.
Vamos, porque ir é a nossa natureza. Vamos em frente, mostrar do que somos capazes. Vamos, porque sim.
Marcelo Carneiro da Cunha é escritor e jornalista. Escreveu o argumento do curta-metragem "O Branco", premiado em Berlim e outros importantes festivais. Entre outros, publicou o livro de contos "Simples" e o romance "O Nosso Juiz", pela editora Record. Acaba de escrever o romance "Depois do Sexo", que foi publicado em junho pela Record. Dois longas-metragens estão sendo produzidos a partir de seus romances "Insônia" e "Antes que o Mundo Acabe". Fale com Marcelo Carneiro da Cunha: marceloccunha@terra.com.br
terça-feira, 26 de maio de 2009
DESCASO - CÃES SOFRENDO
ASSISTAM À REPORTAGEM DA RBS. QUEM QUISER E PUDER AJUDAR, ENTRE EM CONTATO COMIGO URGENTE. AGRADEÇO EM NOME DELES.
http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=63685&channel=45
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segunda-feira, 25 de maio de 2009
COF, COF...
Uma pesquisa recente encomendada pelo Ministério do Meio Ambiente colocou Porto Alegre como a segunda capital mais poluída do Brasil para partículas inaláveis, ficando atrás apenas de São Paulo. Os índices encontrados em Porto Alegre, de acordo com Fabiano da Fontoura, engenheiro químico da Smam, estão 120% acima do que recomenda a Organização Mundial da Saúde.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Deuses Porcos
Egito decide exterminar todos os porcos do país por causa da gripe suína. Ótimo. Vamos também matar todos os seres humanos contaminados, assim resolveremos o problema! Ah, não pode, pois é. Isso seria um crime.
Porcos somos nós, deuses das outras espécies.
Porcos somos nós, deuses das outras espécies.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Não posso afirmar que minha escolha em ser vegetariano é certa. Só posso dizer que tenho respeito pelos outros animais, e que esse respeito é maior do que minha vontade de comê-los.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Tá dando onda
Há algumas dúzias de meses eu tinha prometido, aqui no blog, que ia voltar a surfar.
Well, I did.
Well, I did.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Eu não entendo nada de história, guerra, história da guerra, oriente médio... enfim, sou um alienado pra essas coisas. Mas uma coisa eu conheço: o comportamento humano - que não vai mudar nunca.
O homem sempre quer mais espaço, mais domínio. O homem quer mais terra - sempre quis, sempre vai querer. E vai cobri-la com sangue para conseguir o que quer. E sempre vai ter motivos "justos" para conseguir o que quer - retaliação, defesa, direito à propriedade, proteção dos interesses do país, democracia... a luta por território faz parte do nosso comportamento animal, e sempre teremos uma desculpa para dar um tiro na cabeça do vizinho.
O homem sempre quer mais espaço, mais domínio. O homem quer mais terra - sempre quis, sempre vai querer. E vai cobri-la com sangue para conseguir o que quer. E sempre vai ter motivos "justos" para conseguir o que quer - retaliação, defesa, direito à propriedade, proteção dos interesses do país, democracia... a luta por território faz parte do nosso comportamento animal, e sempre teremos uma desculpa para dar um tiro na cabeça do vizinho.
Mas tem um tipo de desculpa que me deixa indignado: a religião. Quando esse instinto de domínio territorial, que carregamos conosco desde o tempo em que andávamos com as mãos arrastando no chão, é coberto com a bandeira de algum dogma, ocasionando as conhecidas "guerras santas", isso me revolta. Não porque sou ateu, mas por causa do terrível efeito colateral dessa tal de religião, que deveria ter pelo menos o lado positivo de promover a união entre as pessoas, mas que acaba sendo, geralmente, uma grande desculpa para disputas territoriais sangrentas, sob a alegação de ordens supremas de algum idiota (um profeta), uma mentira (uma profecia) ou um ser imaginário (um deus). Ou tudo isso junto, como o auto-proclamado profeta que contou aos seus pobres seguidores que seu deus lhe disse que uma tal terra lhes pertencia, e que era lá, em uma santa colina, que eles deveriam construir um lindo templo, nem que para isso fosse necessário derramar o sangue dos seus e dos inimigos.
Ah, por favor! Não tendes pena de meu intelecto? Se quereis brigar por território, mandai ver! Sede corajoso! Assumi vosso ogro interno! O homem é assim mesmo, um supermacaco que, ao invés de jogar cocô uns nos outros, joga bombas. O homem tem horror à guerra, mas adora sangue.
Aliás, todos os deuses que o homem cria adoram uma boa chacina. Armas são apontadas pras cabeças de homens e gatilhos são disparados usando-se a palavra divina como desculpa. Há uma tremenda necessidade de esconder o instinto assassino de alguma forma. Não se pode simplesmente dizer "Ei, tá vendo esse pedaço de terra aí? Eu quero ele pra mim. Vamos disputar no tapa". É muito cruel. O homem precisa de uma ordem superior, alguém a quem obedecer e ao mesmo tempo culpar por suas atrocidades.
Por isso é que não dou ouvidos às falácias de judeus, palestinos, árabes, católicos, árabes católicos, palestinos judeus, nem de angolanos protestantes naturalizados alemães que foram circuncidados em Bagdad e que moram na Argentina. Só o que posso dizer é: esfolem-se! Mas não venham na minha casa tentar justificar suas barbaridades com estorinhas de seres invisíveis onipotentes ou de velhos doidos que viveram há 3 mil anos atrás.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
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